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Doenças e condições neurológicas comuns em perícias médicas

  • Writer: Ana Carolina Pereira
    Ana Carolina Pereira
  • Sep 11, 2025
  • 2 min read

Updated: Sep 12, 2025

As perícias médicas neurológicas desempenham papel central na avaliação de pacientes com sintomas que podem indicar doenças graves ou incapacitantes. Nesses contextos, o objetivo do perito é analisar, com base em evidências clínicas e exames complementares, se há comprometimento funcional que justifique afastamentos laborais, benefícios previdenciários ou implicações judiciais.

Entre os casos mais frequentes, destacam-se doenças neurodegenerativas, acidentes vasculares cerebrais (AVC), tumores cerebrais e da coluna, além de enxaquecas, convulsões e distúrbios do sono e do movimento. A seguir, exploramos os principais grupos de condições neurológicas avaliadas.


1. Doenças Neurodegenerativas

Doenças como Alzheimer e Parkinson são recorrentes nas perícias médicas.

  • Alzheimer: provoca perda progressiva de memória, alterações cognitivas e dificuldade de execução de tarefas cotidianas.

  • Parkinson: caracteriza-se por tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e, em estágios avançados, comprometimento cognitivo.

Essas condições demandam documentação clínica robusta, laudos de especialistas e exames de imagem que reforcem a evolução da doença e suas repercussões funcionais.


2. Acidente Vascular Cerebral (AVC)

O AVC isquêmico ou hemorrágico é causa comum de incapacidade temporária ou permanente. Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Fraqueza muscular súbita;

  • Alterações da fala e da visão;

  • Perda de coordenação motora;

  • Confusão mental.

A perícia neurológica avalia não apenas o evento agudo, mas também as sequelas funcionais (motoras, cognitivas ou sensoriais) que impactam a capacidade de trabalho.


3. Tumores Cerebrais e da Coluna

Crescimentos anormais no sistema nervoso central podem provocar sintomas variados: dores de cabeça persistentes, alterações visuais, crises convulsivas, déficits motores ou sensoriais.Na perícia, além do diagnóstico e do tratamento instituído, o perito analisa grau de incapacidade e prognóstico após cirurgias, radioterapia ou quimioterapia.


4. Convulsões e Epilepsia

A epilepsia é caracterizada por crises recorrentes de atividade elétrica anormal no cérebro, que podem gerar desde movimentos involuntários até episódios de perda de consciência.A análise pericial considera fatores como:

  • Frequência das crises;

  • Adesão e resposta ao tratamento;

  • Risco de acidentes em atividades laborais.


5. Dores de Cabeça e Enxaquecas

Embora muitas vezes subestimadas, as enxaquecas crônicas podem gerar incapacitação significativa. É importante diferenciar episódios ocasionais de condições crônicas que realmente limitam o desempenho profissional e social.


6. Distúrbios do Sono

Condições como insônia persistente, apneia do sono e hipersonia podem ter impacto direto na função neurológica, aumentando risco de acidentes e prejudicando o rendimento cognitivo.


7. Distúrbios do Movimento

Além do Parkinson, outros distúrbios como tremores essenciais, distonias e ataxias também são frequentemente avaliados. Eles comprometem a coordenação, a força e a autonomia funcional do paciente.


Conclusão

A atuação do médico perito em neurologia exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade clínica para correlacionar sintomas, exames e impacto funcional na vida do paciente.O reconhecimento precoce dessas condições — seja em âmbito previdenciário, trabalhista ou judicial — garante maior precisão nos laudos, promove justiça nas decisões e favorece o direcionamento adequado para tratamento e reabilitação.


Close-up view of a doctor reviewing patient records
Um médico revisando cuidadosamente os registros dos pacientes para garantir conformidade e precisão.

 
 
 

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